CISGA — Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha

Plataforma Climática da Serra Gaúcha

26 Municípios consorciados
468.062 Habitantes IBGE, estimativa 2025
8/26 Inventários de GEE municípios com inventário publicado
15,0°C Temperatura média agora Open-Meteo
23 Qualidade do ar índice europeu, menor é melhor
+1,43°C Aquecimento até 2050 CMIP6, média regional

A semana do consórcio

Média das 26 sedes municipais. Passe o mouse para ler dia a dia. Temperatura e chuva ficam em painéis separados: as escalas são diferentes e sobrepô-las enganaria a leitura.

O clima que já mudou

ERA5 · média dos 26 · observado

Reanálise diária de todas as 26 sedes, agregada por ano. É a base de comparação para qualquer projeção: sem ela, o cenário de 2050 é um número sem régua.

A trajetória da temperatura, de 1995 a 2050

A linha fina é a média anual de cada ano; a grossa é a tendência que atravessa o ruído entre anos. O trecho tracejado é cenário, não medição — daí o traço diferente. O cenário aplica o aquecimento que o CMIP6 projeta (+1,43 °C) sobre a base observada de 1995–1997, e não o valor absoluto do modelo. É a correção de viés usual: cada rodada de modelo tem seu próprio nível, e o que se compara com observação é a variação. O valor cru do modelo para 2049 seria 18,31 °C.

✦ Leitura

A temperatura média anual dos 26 municípios do consórcio passou de 16,91 °C em 1995 para 18,22 °C em 2024, num ritmo de 0,29 °C a cada dez anos — ou seja, quem vive na Serra hoje enfrenta invernos e verões consistentemente mais quentes do que os de trinta anos atrás, e não apenas um ou outro ano atípico. Para 2049, o cenário projetado aponta média de 18,43 °C, com acréscimo de 1,43 °C em relação ao ponto de partida da série. Isso dá aos municípios uma referência concreta para planejar o que depende de frio e de calor: o calendário das culturas de altitude e da fruticultura, a demanda por energia e atendimento em dias quentes, e o dimensionamento de sombra e água em escolas, postos de saúde e praças. Escrita pela Serena a partir dos números deste painel · 19/09/2026

Aquecimento já observado
0,29 °C por década
Base 1995–1997
16,99 °C
Média em 2024
18,22 °C
Cenário CMIP6 em 2049
18,43 °C +1,43
Se a tendência atual seguir
18,38 °C

Os extremos estão ficando mais frequentes?

Média regional de dias quentes (acima de 30 °C) e de dias de chuva intensa (acima de 50 mm em 24 h), ano a ano. As duas séries estão na mesma unidade — dias por ano — então dividem um eixo sem distorcer a comparação.

✦ Leitura

Nos 26 municípios do consórcio, os dias acima de 30 °C passaram de 8,4 para 21,7 por ano entre os dez primeiros e os dez últimos anos comparados — são 13,3 dias quentes a mais a cada ano. No mesmo período, os dias com chuva acima de 50 mm em 24 horas subiram de 2,5 para 3,5 por ano, ou seja, um episódio a mais de chuva concentrada. Para quem vive na região, isso significa mais dias de calor forte em escolas, lavouras e locais de trabalho, e uma ocorrência extra por ano de volume de água capaz de sobrecarregar bueiros, estradas vicinais e encostas. Com esses números, dá para dimensionar onde priorizar sombra e ventilação em prédios públicos, como escalar equipes de atendimento em dias quentes e quais pontos de drenagem revisar antes do próximo verão. Escrita pela Serena a partir dos números deste painel · 19/09/2026

Dias quentes, 10 primeiros anos
8,4
Dias quentes, 10 últimos anos
21,7 13,3
Chuva intensa, 10 primeiros anos
2,5
Chuva intensa, 10 últimos anos
3,5 1,0

Onde agir primeiro

índice de triagem

As quatro exposições que a plataforma mede são normalizadas de 0 a 100 entre os próprios 26 municípios e somadas com peso igual. O resultado é uma posição relativa dentro do consórcio — serve para ordenar a fila de atendimento, não para dizer que um município está seguro. Peso igual é escolha declarada: sem estudo local de vulnerabilidade, qualquer outro peso seria arbitrário.

Matriz de prioridade

Exposição contra população. As linhas cortam nas medianas do consórcio. Quem está no alto à direita reúne muita exposição e muita gente.

✦ Leitura

Entre os 26 municípios do consórcio, o índice de exposição vai de 72,8 em Santa Tereza a 24,9 em Carlos Barbosa, com Paraí (68,0), São Jorge (67,7), André da Rocha (64,4) e Nova Roma do Sul (61,9) logo abaixo do topo — ou seja, vizinhos na mesma serra convivem com pressões climáticas bem diferentes quando se somam, com peso igual, o aquecimento previsto até 2050, os dias quentes e as chuvas intensas por ano e a maior estiagem registrada. Isso importa porque um plano único para o consórcio tende a sobrar em uns lugares e faltar em outros: equipes de defesa civil, pontos de abrigo em dias de calor, reservatórios e limpeza de bueiros não precisam do mesmo reforço em Carlos Barbosa e em Santa Tereza. Cinco municípios — Paraí, Veranópolis, Nova Prata, Guaporé e Antônio Prado — aparecem no grupo de agir primeiro, e outros 8 estão no grupo de alta exposição com população pequena, o que ajuda a decidir onde o consórcio entra com estrutura compartilhada em vez de esperar que cada prefeitura resolva sozinha. Escrita pela Serena a partir dos números deste painel · 19/09/2026

  • Agir primeiro — 5 municípios
  • Exposto e pequeno — 8
  • Populoso e ameno — 8
  • Menor pressão — 5

De onde vem a exposição de cada um

A barra é o índice; os pedaços mostram qual exposição o puxa para cima. Dois municípios podem ter o mesmo índice por motivos opostos — e a resposta de política pública para cada um é diferente.

Matriz de risco do consórcio

Os 26 municípios contra as quatro exposições, em valor bruto. A cor marca a posição relativa dentro do consórcio: quanto mais escura, mais exposto em relação aos vizinhos.

Município Aquecimento °C Calor dias/ano Chuva dias/ano Estiagem dias Índice População
Santa Tereza 1,47 47,2 2,6 22,0 72,8 1.529
Paraí 1,46 8,8 3,6 22,0 68,0 7.362
São Jorge 1,48 6,5 3,5 22,0 67,7 2.976
André da Rocha 1,46 9,3 3,4 22,0 64,4 1.156
Nova Roma do Sul 1,43 15,5 3,1 23,0 61,9 3.545
Coronel Pilar 1,47 35,3 2,4 22,0 61,6 1.637
Protásio Alves 1,45 9,4 3,2 22,0 58,7 2.070
Veranópolis 1,44 15,8 2,9 23,0 58,7 24.554
Nova Prata 1,45 9,5 3,2 22,0 58,2 26.638
Guaporé 1,43 21,3 2,9 22,0 56,4 26.168
Antônio Prado 1,44 11,8 3,1 22,0 55,2 13.332
Vila Flores 1,43 7,2 3,3 22,0 55,2 3.741
Pinto Bandeira 1,43 13,2 2,8 23,0 54,5 2.785
Nova Bassano 1,46 13,3 2,8 22,0 54,3 9.867
Nova Pádua 1,44 8,3 3,1 22,0 54,2 2.389
Nova Araçá 1,46 8,6 2,9 22,0 53,5 5.098
Monte Belo do Sul 1,42 23,7 2,8 22,0 52,9 2.608
São Marcos 1,45 6,1 3,0 22,0 52,8 21.549
Flores da Cunha 1,43 8,9 3,1 22,0 51,6 32.015
Fagundes Varela 1,42 16,6 2,5 22,0 42,6 2.620
Cotiporã 1,43 16,2 2,4 22,0 42,2 3.926
Farroupilha 1,38 7,8 3,0 22,0 40,1 72.553
Bento Gonçalves 1,42 17,6 3,2 18,0 37,8 127.980
Garibaldi 1,4 16,5 3,2 18,0 33,0 35.563
Boa Vista do Sul 1,34 20,3 2,5 22,0 31,8 2.815
Carlos Barbosa 1,39 8,5 3,1 18,0 24,9 31.586

Ordenado do mais exposto ao menos. Fontes: CMIP6 MRI-AGCM3-2-S para o aquecimento projetado; reanálise ERA5 1995–2024 para calor, chuva intensa e estiagem.

Degradação ambiental

A cobertura da terra molda o microclima: menos vegetação nativa significa mais calor, menos regulação de chuva e solos mais expostos a erosão e deslizamento. Pelo MapBiomas (Coleção 9), a vegetação nativa dos 26 municípios recuou enquanto a área antrópica (agropecuária e urbana) avançou — um espelho que pressiona o clima local.

Área em mil hectares (mil ha) por ano, somada nos 26 municípios. Fonte: MapBiomas Coleção 9 (cobertura e uso da terra, 1985–2023). Vegetação nativa = formações florestais e naturais não florestais; área antrópica = agropecuária, silvicultura, área urbana e mineração.

Risco de desastres

A ameaça é a chuva intensa (dias/ano acima de 50 mm, ERA5), o gatilho de enxurrada, deslizamento e inundação — medida para os 26 e atualizada sozinha. À esquerda, a evolução no tempo: quantos dias de chuva intensa o consórcio somou a cada período. À direita, a participação por tipo de processo segundo a suscetibilidade do CPRM/SGB (2 de 26 com carta detalhada) — o processo que lidera aparece em destaque. Os números por município continuam na tabela completa.

Municípios por índice de risco maior → menor · 🛰️ = carta CPRM/SGB

Participação por tipo suscetibilidade CPRM/SGB

Índice = ameaça (chuva intensa, ERA5) × população e PIB, relativo entre os 26 · menor maior · o mapa completo continua na aba Mapa.

Prefere os números? A tabela completa dos 26 municípios — chuva intensa, ameaça, população, PIB, CPRM, pessoas sob risco e índice.

Estradas afetadas por enchentes

Incidentes em estradas e rodovias por enchente ou alto volume de chuva, com a precipitação medida no local na data. Carga inicial das cheias de maio de 2024 (marcada para revisão). Ative a camada "Estradas afetadas — cheias de 2024" no mapa para ver a localização de cada ponto.

Volume de chuva (mm) na data do incidente, por estrada. Chuva: Open-Meteo (reanálise histórica); incidentes: imprensa e órgãos oficiais (2024). Cadastro e revisão pelo painel administrativo.

Precipitação mensal por ano

Chuva acumulada por mês, um traço por ano (ERA5 · Open-Meteo).

Fonte: reanálise ERA5 (Open-Meteo Archive), ponto do município filtrado ou média do consórcio.

Balanço hídrico — ET0 × precipitação

Climatologia mensal: barras de chuva contra a linha de evapotranspiração de referência (ET0 FAO). Quando a ET0 supera a chuva, o mês tende ao déficit hídrico.

Fonte: reanálise ERA5 (Open-Meteo Archive). Valores em mm por mês.

Radiação solar

Média mensal da radiação de ondas curtas na superfície (potencial solar).

Fonte: reanálise ERA5 (Open-Meteo Archive). Valores em MJ/m² por dia.

Umidade relativa

Média mensal da umidade relativa do ar.

Fonte: reanálise ERA5 (Open-Meteo Archive), média horária por mês.

Velocidade do vento

Média mensal da velocidade máxima diária do vento a 10 m.

Fonte: reanálise ERA5 (Open-Meteo Archive). Valores em km/h.

Chuva acumulada do ano × normal

Chuva somada desde 1º de janeiro (linha verde) contra a faixa histórica normal (percentis 10–90) e a mediana. Acima da faixa = ano mais chuvoso que o normal; abaixo = mais seco.

Fonte: reanálise ERA5 (Open-Meteo Archive), ponto do município filtrado ou média do consórcio. Faixa = distribuição dos últimos ~10 anos.

Risco climático financeiro

Frequência de chuva intensa (eixo X) × PIB exposto (eixo Y, escala log); o tamanho da bolha é a população sob risco. No alto à direita — muita ameaça e muito valor — estão os municípios de agir primeiro (em terracota).

PIB exposto à chuva intensa
Pessoas sob risco
Agir primeiro

PIB exposto = PIB municipal × ameaça relativa (dias de chuva intensa, ERA5, normalizada entre os 26). Fontes: IBGE (PIB 2021) e reanálise ERA5. Índice relativo — para triagem, não valor absoluto.